Meu Pai combateu alemães na Segunda Guerra Mundial, embarcado nos Navios de Guerra da Marinha do Brasil...quem for ao Espaço Cultural da Marinha pode ver o único Navio que resta daquela epopéia...O Navio Contra-Torpedeiro Baurú....ele foi um dos tripulantes, entre dezembro de 1944 e agosto de 1945, como Grumete...
Me lembro com os olhos marejados d'água, minha primeira visita naquela Belonave...eu tinha uns 8 anos e meu pai mostrou-me a metralhadora que ele guarnecia quando soava Postos de Combate....mostrou-me até o beliche em que dormia....que desconforto...
A Marinha do Brasil perdeu aproximadamente a mesma quantidades de homens que a FEB....numa tacada só, um torpedo alemão afundou o Cruzador de Alto-Mar Bahia, onde foram para o fundo 194 militares, entre Oficiais e Praças...apenas 50 sobreviveram ao afundamento e destes, alguns foram comidos por tubarões e outros 23 conseguiram sobreviver nas balsas, tendo em vista a demora no resgate dos sobreviventes...
Quando entrei no Colégio Militar, seu Antônio sempre ia me ver desfilar em continência ao Comandante, com sua boina verde de ex-combatente...era ótimo vê-lo se orgulhar de mim....mas triste e preocupante, quando tinha que resgatá-lo na enfermaria, após ter passado mal ao ouvir a salva de tiros de canhão de nossa artilharia...era só soar o primeiro estampido que ele começava a passar mal...traumas da guerra que ele levou para seu descando final...
Foi para o outro plano cedo, com 69 anos, em 1998...tal qual um Cisne Branco, em noite de Lua, navegando num mar azul...
Escreva sua história na areia da praia, para que as ondas a levem através dos 7 mares até tornar-se lenda na boca das estrelas cadentes. Conte sua história ao vento, cante-a nos bares para rudes marujos, aqueles cujos olhos são faróis sujos, sem brilho. Escreva no asfalto com sangue, grite bem alto sua história, antes que seja varrida na manhã seguinte pelos garis. Abra o peito na direção dos canhões! Suba nos tanques de Pequim. Derrube os muros de Berlim. Destrua as cátedras de Paris.
Patacala
- Lifes Chronicles
- O estudo como um todo me transformou num ser mais cult..., o quartel deu-me algum caráter, algo de austeridade, e bastante disciplina...A vida me transforma, ainda hoje, num ser mais responsável e feliz... Tenho que pôr para fora a historiografia do espaço que me cerca...por mim, por todos que me cercam, pelos alunos e pelos meus amados descendentes... Quem sou eu, afinal? Sou pai, marido, militar, mestre, pesquisador, flamenguista e carioca....um tanto quanto crazy....mas impondo pitadas de juízo e seriedade, e retirando um outro tanto de rock´n roll, atesta-se experimentalmente, probabilisticamente e aprioristicamente que eu sou normal...
Reencontrar e lidar com um mundo de transliteração cerebral....passar e absorver opiniões...dialogar e transformar o abastrato em concreto...idéias...conhecimento...admiração...deve bastar até o fim dos meus dias...
Viajar é preciso....
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Viajar é preciso....
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Saudades desse esquiar esse Pico (2001) - Mattehorn - Suiça
Jogar snow board no PS3 me lembrou dos bons tempos de Europa...nossa...acho que levei mais de 30 quedas......foi feia a coisa....bons tempos !
As ruas tem cheiro de gasolina e óleo diesel
Spielberg, Eisenstein
Vodka, CIA
Las Vegas, Kremlin
Tolstói, John Wayne
Champagne, Caviar
Mickey Mouse em Moscou
Batman, Trotsky
Bolshoi, Rock'n'roll
Love Love....I know,,,,
Live
to be o my love
fell onmy pillow
nothing to say
anything that you say
oh my love again
that you know on soul
Tell me you say
In me stay
Oh you
You my love you say
And the love you know that i say
to be o my love
fell onmy pillow
nothing to say
anything that you say
oh my love again
that you know on soul
Tell me you say
In me stay
Oh you
You my love you say
And the love you know that i say
Penny Lane
Penny Lane
There is a barber showing photographs
Of every head he’s had
The pleasure to have known
And all the people that come and go
Stop and say hello
On the corner is a banker with a motor car
The little children laugh at him behind his back
And the banker never wears a Mac
In the pouring rain
Very strange
Penny Lane is in my ears and in my eyes
There is a barber showing photographs
Of every head he’s had
The pleasure to have known
And all the people that come and go
Stop and say hello
On the corner is a banker with a motor car
The little children laugh at him behind his back
And the banker never wears a Mac
In the pouring rain
Very strange
Penny Lane is in my ears and in my eyes
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