Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
[Clarice Lispector]
Escreva sua história na areia da praia, para que as ondas a levem através dos 7 mares até tornar-se lenda na boca das estrelas cadentes. Conte sua história ao vento, cante-a nos bares para rudes marujos, aqueles cujos olhos são faróis sujos, sem brilho. Escreva no asfalto com sangue, grite bem alto sua história, antes que seja varrida na manhã seguinte pelos garis. Abra o peito na direção dos canhões! Suba nos tanques de Pequim. Derrube os muros de Berlim. Destrua as cátedras de Paris.
Patacala
- Lifes Chronicles
- O estudo como um todo me transformou num ser mais cult..., o quartel deu-me algum caráter, algo de austeridade, e bastante disciplina...A vida me transforma, ainda hoje, num ser mais responsável e feliz... Tenho que pôr para fora a historiografia do espaço que me cerca...por mim, por todos que me cercam, pelos alunos e pelos meus amados descendentes... Quem sou eu, afinal? Sou pai, marido, militar, mestre, pesquisador, flamenguista e carioca....um tanto quanto crazy....mas impondo pitadas de juízo e seriedade, e retirando um outro tanto de rock´n roll, atesta-se experimentalmente, probabilisticamente e aprioristicamente que eu sou normal...
Reencontrar e lidar com um mundo de transliteração cerebral....passar e absorver opiniões...dialogar e transformar o abastrato em concreto...idéias...conhecimento...admiração...deve bastar até o fim dos meus dias...
Viajar é preciso....
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Viajar é preciso....
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Conhecimento e Corrupção
Pode-se com certeza afirmar que o ensino superior no Brasil é pífio
Sua extensão de apenas 10% aos brasileiros é uma piada, se compararmos com os 32% dos vizinhos chilenos, os 80% dos canadenses e os 87% dos noruegueses....
Mas nestes, os sistemas democráticos funcionam e não por acaso são países cujo índice de corrupção no poder público é baixo...
O Brasil assim iguala-se À culturas aprisionadas aos malefícios da ignorância e da dominação. Não é a toa que o Coronelismo ainda estende seus tentáculos pelos sertões de norte a sul.
Lógico, o apadrinhamento inicia-se no Poder Executivo Federal, por que não extendê-lo a todos?
Sua extensão de apenas 10% aos brasileiros é uma piada, se compararmos com os 32% dos vizinhos chilenos, os 80% dos canadenses e os 87% dos noruegueses....
Mas nestes, os sistemas democráticos funcionam e não por acaso são países cujo índice de corrupção no poder público é baixo...
O Brasil assim iguala-se À culturas aprisionadas aos malefícios da ignorância e da dominação. Não é a toa que o Coronelismo ainda estende seus tentáculos pelos sertões de norte a sul.
Lógico, o apadrinhamento inicia-se no Poder Executivo Federal, por que não extendê-lo a todos?
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Olhando pela janela do ônibus...
Outra noite que se vai
Eu não tô correndo atrás
Quanto tempo já passou
E a gente nem se falou
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás
Outra noite que você
Passa e finge que nem vê
Não esconde o teu rancor
Quer tentar me enlouquecer
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás
Então, me diz alguma coisa
Bate aqui de madrugada
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa
Perguntou por mim que eu sei
Olha, por mim vai tudo bem
Disse que me viu passar por aí
E que eu não tava muito bem
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás
Então, me diz alguma coisa
Toca um Marley na viola
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa
Perguntou por mim que eu sei
Olha, por mim vai tudo bem
Disse que me viu passar por aí
E que eu não tava muito bem
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás
Então, me diz alguma coisa
Toca um Marley na viola
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa
Eu não tô correndo atrás
Quanto tempo já passou
E a gente nem se falou
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás
Outra noite que você
Passa e finge que nem vê
Não esconde o teu rancor
Quer tentar me enlouquecer
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás
Então, me diz alguma coisa
Bate aqui de madrugada
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa
Perguntou por mim que eu sei
Olha, por mim vai tudo bem
Disse que me viu passar por aí
E que eu não tava muito bem
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás
Então, me diz alguma coisa
Toca um Marley na viola
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa
Perguntou por mim que eu sei
Olha, por mim vai tudo bem
Disse que me viu passar por aí
E que eu não tava muito bem
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás
Então, me diz alguma coisa
Toca um Marley na viola
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa
terça-feira, 13 de julho de 2010
Gostar de Rock é um preconceito
Por mais ignorante que sejam as pessoas,
devo dizer que o rock me faz rejuvenescer
não é só o som
é a atitude rejuvenescente
o clima de amor
o escaldante tributo à juventude!
Vou continuar nessa visão
Por mais preconceito que haja
Até que não hajam mais
Nesse mundo
Bandas de Rock!
devo dizer que o rock me faz rejuvenescer
não é só o som
é a atitude rejuvenescente
o clima de amor
o escaldante tributo à juventude!
Vou continuar nessa visão
Por mais preconceito que haja
Até que não hajam mais
Nesse mundo
Bandas de Rock!
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