Patacala

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O estudo como um todo me transformou num ser mais cult..., o quartel deu-me algum caráter, algo de austeridade, e bastante disciplina...A vida me transforma, ainda hoje, num ser mais responsável e feliz... Tenho que pôr para fora a historiografia do espaço que me cerca...por mim, por todos que me cercam, pelos alunos e pelos meus amados descendentes... Quem sou eu, afinal? Sou pai, marido, militar, mestre, pesquisador, flamenguista e carioca....um tanto quanto crazy....mas impondo pitadas de juízo e seriedade, e retirando um outro tanto de rock´n roll, atesta-se experimentalmente, probabilisticamente e aprioristicamente que eu sou normal...
Reencontrar e lidar com um mundo de transliteração cerebral....passar e absorver opiniões...dialogar e transformar o abastrato em concreto...idéias...conhecimento...admiração...deve bastar até o fim dos meus dias...

Viajar é preciso....













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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O melhor álbum de todos - Is there here the nowere man

Ao som de Rubber Soul

O primeiro filme sobre o Natal

Meu primeiro foi filme sobre o Natal foi algo insado...

Insano pois quando acabei de ver tive a certeza de que Papai Noel existia de verdade...

Que meus pais não haviam me enganado...

Isso, apesar de eu já ter meus 11 anos....

E o pior foi que eu fui sozinho...peguei o dinheiro de minha mesada, vi o Globo de domingo a programação dizia que estava em cartaz Santa Claus - Papai Noel....foi no Bruni-Méier....um cineminha de bairro onde hoje existe uma das muitas igrejas universais do reino da vida do mundo de Deus....

O filme se passava em Nova York, aquela magia, e de repente me transportei para o Pólo Norte, onde o bom velhinho preparava-se para a noite....descobri que ele só conseguia atender todas as crianças do mundo em função de atraso que fazia nos relógios do mundo....

E a lógica de tudo estava apenas na mágica que deveria existir para alguém da minha idade...e que depois descobri que era algo inexistente...

Foi-se a lógica....mas ficaram as rabanadas de mamis...até hoje...

Chears!

They made me feel .... nostalgia...

I read the news today oh boy

About a lucky man who made the grade
And though the news was rather sad
Well I just had to laugh
I saw the photograph

He blew his mind out in a car
He didn't notice that the lights had changed
A crowd of people stood and stared
They'd seen his face before
Nobody was really sure if he was from the House of Lords.

I saw a film today oh boy
The English Army had just won the war
A crowd of people turned away
But I just had a look
Having read the book, I'd love to turn you on...

Woke up, fell out of bed,
Dragged a comb across my head
Found my way downstairs and drank a cup,
And looking up I noticed I was late.

Found my coat and grabbed my hat
Made the bus in seconds flat
Found my way upstairs and had a smoke,
and somebody spoke and I went into a dream

I read the news today oh boy
Four thousand holes in Blackburn, Lancashire
And though the holes were rather small
They had to count them all

Now they know how many holes it takes to fill the Albert Hall.
I'd love to turn you on.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Férias


e


Os Estados Unidos contra John Lennon - Filmaço!!!

Os Estados Unidos contra John Lennon


Um belo e problemático documentário enfocando a face mais politicamente engajada do astro John Lennon, quando junto com Yoko Ono promovia protestos, participava de manifestações, escrevia e cantava músicas contra a guerra do Vietnã e pregava a paz.

O filme trata da reação do governo dos Estados Unidos (representado pela figura máxima da corrupção norte-americana, Richard Nixon) e a perseguição e a investigação promovida pelo FBI contra o casal e a todo o movimento de contra-cultura da época. Segundo a Yoko logo no começo do filme, eles não tinham idéia de como o dossiê do Bureu sobre eles era carregado. Mas embora nunca tenha havido uma repressão direta e franca, houve diversas dificuldades e problemas com a autoridade, principalmente quando tentaram cassar seu visto de permanência no país. A manobra política e interessada, no entanto, foi tão clara e explícita que não houve como, até eles conseguirem o visto permanente, o famoso green card.

Bom. É belo. Pelo trabalho extremamente meticuloso de procura de imagens, reportagens daqueles anos, depoimentos dos ativistas, políticos e artistas que ainda estão vivos. Os diretores (e roteiristas e produtores) David Leaf, John Scheinfeld partem da história e das atitudes de Lennon para montar um painel geral do sistema político de Nixon e dos movimentos de contestação em geral. Mas é claro! e inevitável a comparação imediata com o atual governo George Bush, inclusive as semelhanças são tão próximas que até assusta. Com a diferença de o atual não está passando por nenhuma crise como a do Watergate...

A fotografia é espetacular, os efeitos visuais são tremendos, e a direção ligeira faz com que assistamos o documentário com grande atenção e gosto. Além do que, a trilha sonora é da mais alta qualidade, obviamente.

E há os problemas. Não há como evitar a sensação de que essa ligeireza afeta a percepção dos autores e conduza a conclusões no mínimo 'rápidas'. Tendencioso talvez seja uma boa palavra. O filme está impregnado com a certeza absoluta de que as palavras e atitudes de John Lennon provocavam calafrios no governo a ponto de quererem expulsá-los do país. Uma cena emblemática neste sentido é quando mostram da prisão de um importante ativista e de um concerto de rock realizado para pedir sua libertação, onde Jonh não só compareceu, mas apresentou uma música inédita, feita em homenagem ao ativista, com o seu nome como refrão. No dia seguinte, ele foi solto. O didatismo e a edição são absolutos: prisão, protesto de Lennon, soltura do preso. Independente da veracidade dessa força política do cantor (pode até ser verdade, mas o filme não dá todos os elementos para validar isso; não basta a pura afirmação), esse é o eixo que movimenta toda a argumentação do filme: Lennon era um perigo absoluto para os Estados Unidos e por conta disso o FBI se mexia.