Patacala

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O estudo como um todo me transformou num ser mais cult..., o quartel deu-me algum caráter, algo de austeridade, e bastante disciplina...A vida me transforma, ainda hoje, num ser mais responsável e feliz... Tenho que pôr para fora a historiografia do espaço que me cerca...por mim, por todos que me cercam, pelos alunos e pelos meus amados descendentes... Quem sou eu, afinal? Sou auditor, mestre, pesquisador, flamenguista e carioca....um tanto quanto crazy....mas impondo pitadas de juízo e seriedade, e retirando um outro tanto de rock´n roll, atesta-se experimentalmente, probabilisticamente e aprioristicamente que eu sou normal...
Reencontrar e lidar com um mundo de transliteração cerebral....passar e absorver opiniões...dialogar e transformar o abastrato em concreto...idéias...conhecimento...admiração...deve bastar até o fim dos meus dias...

Viajar é preciso....













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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Obrigado Meu Deus

Senhor, quero agradecer-te por mais este dia. sei que sou imperfeito e muitas vezes imprudente. sou tão pequeno diante da tua grandeza que assemelho-me a uma formiga se comparado a ti.

Obrigado, pai, pelos irmãos protetores, anjos da guarda que me acompanham enviados por tua bondade para comigo.
Esteja sempre presente e permita-me que nunca lhe abandone...ilumine a minha família, os meu amigos, a minha vida...

Permita-se aceitar seu signo astrológico

LEONINOS: "Quando não são insuportáveis, são geniais." Na maioria das vezes, eles conseguem ser as duas coisas - geniais e insuportáveis ao mesmo tempo. Leonino é assim: já nasce grande!!! A imaginação, então, é enorme. Mal pronunciando as palavras, um simples prédio já é um castelo; duas árvores juntas, uma floresta; uma lagartixa, um filhote de dinossauro e todo peixe, um tubarão. O NÃO recebido é igual a NUNCA MAIS; o NÃO dado como resposta é definitivo. O efeito da gravidade neles é mesmo diferente. Puxa-os para o centro. Nunca para baixo. É exuberante sempre, autoritário às vezes, carinhoso ao extremo. Há de se levar em conta que os leoninos guardam suas diferenças. Também são intuitivos como ninguém. São sempre superiores, mesmo quando não se sentem assim. Estão sempre por cima, mesmo quando seus olhos se voltam para baixo. Às vezes, cruéis na sinceridade, precipitados nos julgamentos. Mas NUNCA injustos. SEMPRE LEAIS!!! São também, inspiradores, altivos, orgulhosos e donos da verdade.

On the Road

Impressionismo literário pós guerra de Jack Kerouac...

Casualmente, uma gostosíssima garota do Colorado bateu aquele shake pra mim; ela era toda sorrisos também; eu me senti gratificado, aquilo me refez dos excessos da noite passada. Disse a mim mesmo: Uau! Denver deve ser ótima. Retornei à estrada calorenta e zarpei num carro novo em folha, dirigido por um jovem executivo de Denver, um cara de uns trinta e cinco anos. Ele ia a cento e vinte por hora. Eu formigava inteiro; contava os minutos e subtraía os quilômetros. Bem em frente, por trás dos trigais esvoaçantes, que reluziam sob as neves distantes do Estes, eu finalmente veria Denver. Imaginei-me num bar qualquer da cidade, naquela noite, com a turma inteira; aos olhos deles, eu pareceria misterioso e maltrapilho, como um profeta que cruzasse a terra inteira para trazer a palavra enigmática, e a única palavra que eu teria a dizer era: “Uau!”…

Bootlegs

O "american composer” e guitarrista sublime Frank Zappa detestava pirataria. Não curtia, claro, o fato de que vários de seus títulos circularam, ao longo dos anos e em diversas praças, na base do clone, da falsificação, da réplica ilegal. E também não simpatizava com o universo dos bootlegs – vertente, digamos, mais branda da pirataria, que parece(u) gozar de certo salvo-conduto artístico por ser uma atividade mais próxima do fã, com interferência menor nas carreiras discográficas, já que falamos invariavelmente de registros alternativos como shows, gravações perdidas etc. O capricho gráfico, de produção de alguns desses bootlegs é de fazer inveja aos lançamentos oficias das grandes corporações. Para a indústria do disco, tudo a mesma coisa: atividade ilegal e condenável.


Na briga contra o elusivo e gigante mercado dos bootlegs, Zappa encampou curioso projeto de contra-ataque no limiar da década de 90. Consultou um especialista na sua (gigante) discografia não-oficial, selecionou os 15 títulos mais legais/famosos/prediletos e os lançou, através de 2 pacotes, em caráter oficial. A série Beat The Boots fez a alegria daqueles que só conheciam esse ou aquele título (tiragens sempre reduzidas), mas não resolveu exatamente a questão. Tudo bem que mais gente teve acesso aos discos, com qualidade melhorada, mas os bootlegs originais passaram a valer mais e nada disso impediu que Zappa continuasse a ser um dos artistas mais perseguidos pelos produtores clandestinos planeta afora.

O músico de Baltimore não foi o primeiro e nem o único a atacar, dessa forma, esse lado da sua pirataria. O Sr. Zimmerman, por exemplo, também tem sua Bootleg Series. Aliás, segundo o jornalista Clinton Heylin, no seu fantástico livro Great White Wonders – A History of Rock Bootlegs, é o próprio Bob Dylan quem inaugura o filão dos bootlegs no rock (já ocorriam no âmbito da ópera, do jazz e do blues). Ou melhor, os espectrais responsáveis pelo bolachão Great White Wonder, que começou a pipocar em pequeno circuito de lojas independentes de Los Angeles, no verão de 1969. Na capa de papelão, só as 3 letras, GWW, e nos dois discos (selos brancos), material inédito de Bob Dylan – gravações caseiras de 61 e 67. Para Heylin, e especialistas em geral, surgia aqui toda uma nova indústria de discos. Alegria quase irrestrita dos apaixonados e entusistas desse ou daquele artista. Do outro lado, emoções e reações variando de acordo com a percepção de cada um desses artistas com relação à questão (exemplo grande de liberação geral é o do Grateful Dead, que praticamente incentivou a atividade, chegando ao ponto de criar áreas exclusivas nas dependências de seus concertos, para que os interessados em registrá-los o fizessem de maneira algo organizada).

Tudo isso para dizer que, se fizerem um listão com os títulos obrigatórios da discografia alternativa de Tom Waits, Nighthawks On The Radio é um daqueles que absolutamente não podem ficar de fora. Aliás, dada a qualidade quase transcendente do registro, é quase um crime que não tenha, ainda, uma versão oficial em circulação.

Em Nova Iorque, no dia 14 de dezembro de 1976, fazia um frio danado na rua. Nas dependências do estúdio Media Sound, a situação é bem diferente. Com o produtor radiofônico Vin Scelsa estão o baterista/percussionista Ralph Ebler e um já notório Thomas Alan Waits ao piano. Ao cabo de aproximadamente uma hora terão gravado um programa especial chamado Nighthawks In The Studio – referência ao disco Nighthawks At The Diner de Waits, lançado em 75. Transmitida parcialmente à época, a session seria retransmitida integralmente quase 20 anos depois, em 24 de março de 96, numa edição especial do programa From The Archives Weekend, pelo próprio Scelsa e nas mesmas ondas radiofônicas da WNEW-FM. Por ocasião dessa celebração surgiu, em caráter semi-oficial (“proibida a venda, só para trocas”), com a chancela do produtor, o disco Nighthawks On The Radio. A partir desse registro, a session começou a circular no mercadão abstrato dos bootlegs. E se impôs como fetiche, necessária para quem quisesse sacar legal a obra do cultuado e peculiar músico californiano Tom Waits