Patacala

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O estudo como um todo me transformou num ser mais cult..., o quartel deu-me algum caráter, algo de austeridade, e bastante disciplina...A vida me transforma, ainda hoje, num ser mais responsável e feliz... Tenho que pôr para fora a historiografia do espaço que me cerca...por mim, por todos que me cercam, pelos alunos e pelos meus amados descendentes... Quem sou eu, afinal? Sou auditor, mestre, pesquisador, flamenguista e carioca....um tanto quanto crazy....mas impondo pitadas de juízo e seriedade, e retirando um outro tanto de rock´n roll, atesta-se experimentalmente, probabilisticamente e aprioristicamente que eu sou normal...
Reencontrar e lidar com um mundo de transliteração cerebral....passar e absorver opiniões...dialogar e transformar o abastrato em concreto...idéias...conhecimento...admiração...deve bastar até o fim dos meus dias...

Viajar é preciso....













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sábado, 28 de maio de 2011

Escapei

Passei mal
Muito mal
Que esquisito
Saber que sou mais mortal
Que jovem
Preciso me preocupar mais comigo
A necessidade de  me sentir vivo
Tem que me impulsionar
Ver e fazer as meninas crescerem
Saudades delas
Saudades da Aline
Nostalgia não alimenta a alma
Machuca, dor sentida
Espero que nunca mais sinta isso...Obrigado Amigos do Plano Astral
A oportunidade bateu à minha porta...

Um ano depois - Let me take you down...

Um ano após o início
Que balanços posso fazer?
Encontro-me mais aculturado
Menos narcisista
Um tanto quanto egoísta
Muito saudosista
Nostálgico ao extremo
Ainda melódico
Quase musicista
Menos baterista, talvez pela distância
Mais confuso
Menos intenso
Tipicamente balzaquiano
Sofrendo o calor humano
Criando e pesquisando
Gerundiando menos
Fazendo mais
Advérbios parteados
O amor me faz
Como as pedras que choram sozinhas
No mesmo lugar

terça-feira, 17 de maio de 2011

Woody Allen e Amelie Poulain

Ele cresceu ouvindo Los Hermanos. Ela cresceu achando Los Hermanos um negócio bem chato. Os dois se conheceram em uma boate, se apaixonaram e namoram há alguns meses. Ele a convenceu a acompanhá-lo ao show do Marcelo Camelo, no último dia 7, no Circo Voador. Ela:- Eu não acredito que tô vindo num show dos Los Hermanos.
Ele: - Não é dos Los Hermanos. É do Marcelo Camelo.
Ele: - Dá no mesmo.
Ele: - Nananinanão.
Ela: - Os fãs continuam sendo chatos. Eu não acredito que você era desse tipinho.
Ele: - Meu benzinho, você gosta de mim de verdade? De quem eu sou?
Ela: - Claro.
Ele: - Então você tem que agradecer ao Camelo. Posso dividir com você uma pequena teoria que tenho?
Ela: - Prossiga.
Ele: - Olha, nós fazemos parte de uma geração que foi criada pela cultura pop. Ok, nossos pais nos educaram. Mas os filmes que a gente viu, os programas de TV que a gente viu, as músicas que escutamos, os sites em que entramos, os livros que lemos nos educaram tanto quanto e, se bobear, mais. São eles que definem quem a gente virou.
Ela: - O que isso tem a ver?
Ele: - Que eu só sou assim, desse jeito que eu sou, e de que você gosta, por causa de cinco pessoas: Marcelo Camelo, Woody Allen, Charlie Kaufman, Wes Anderson e Nick Hornby. Se esses cinco caras não tivessem entrado na minha vida quando eu era pré-adolescente, formando o meu caráter, minha personalidade, eu seria uma pessoa completamente diferente de quem eu sou.
Ela: - Então quer dizer que, se você tivesse ouvido Charlie Brown Jr. durante a adolescência em vez de Los Hermanos, você seria completamente diferente?
Ele: - Não sei se completamente, mas certamente diferente. Eu teria perdido minha virgindade mais cedo, muito provavelmente.
Ela: - Isso não faz o menor sentido.
Ele: - Por que eu te amo?
Ela: - Porque eu sou flexível na cama?
Ele: - Não. Porque você assistiu a "Amelie Poulain" com 13 anos, se apaixonou pelo filme e se identificou com o personagem. Por isso, passou a cortar o cabelo de um jeito moderninho, diferente, porque você tinha a garantia de que um ícone do cinema era daquele jeito e você podia querer ser daquele jeito também. Assim você virou essa pessoa que começou a explorar cinema francês, música francesa, passou a ser descoladinha, passou a frequentar a Matriz, nos conhecemos por lá e eu me apaixonei por essa "pessoa criada pela Amelie".
Ela: - Você tá dizendo que eu não tenho personalidade?
Ele: - Claro que não, meu bem. Eu tô dizendo que se você tivesse se apaixonado por, sei lá, "Diário de uma paixão" em vez de "Amelie Poulain", você talvez não tivesse experimentado seu cabelo curto e, talvez, frequentasse a Baronneti em vez da Casa da Matriz. E talvez a gente nunca tivesse se conhecido. Se eu não gostasse de Los Hermanos e você não gostasse de "Amelie".
Ela: - Você e suas teoriazinhas...
Ele: - Você tem que admitir que faz pelo menos um pouquinho de sentido.
Marcelo Camelo entra no palco.
Ele se esquece da discussão e começa a berrar como uma menininha num show do Justin Bieber.
Ela acha fofo, sorri, e começa a gritar também pra entrar no clima.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Zero - Agora eu Sei - 1986


Nostalgia pura

a capacidade de me remeter ao passado e lembrar de minha infância aos 8 ou 9 anos...nossa

não imaginava que passar a tarde de domingo vendo Cassino do Chacrinha e Armação Ilimitada me faria ficar assim...

Época boa que não volta mais....

Imaginar que eu adorava aquela bagunça do chacrinha ao som de Heróis da Resistência, Grupo Zero, Titãs, Paralamas, Dr. Silvana, Simony e Jairzinho, Ultraje a Rigor, Léo Jaime magrinho....1986...época de ouro ao lado de meus pais e da Aline

Nossa....demais emoção!