Patacala

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O estudo como um todo me transformou num ser mais cult..., o quartel deu-me algum caráter, algo de austeridade, e bastante disciplina...A vida me transforma, ainda hoje, num ser mais responsável e feliz... Tenho que pôr para fora a historiografia do espaço que me cerca...por mim, por todos que me cercam, pelos alunos e pelos meus amados descendentes... Quem sou eu, afinal? Sou auditor, mestre, pesquisador, flamenguista e carioca....um tanto quanto crazy....mas impondo pitadas de juízo e seriedade, e retirando um outro tanto de rock´n roll, atesta-se experimentalmente, probabilisticamente e aprioristicamente que eu sou normal...
Reencontrar e lidar com um mundo de transliteração cerebral....passar e absorver opiniões...dialogar e transformar o abastrato em concreto...idéias...conhecimento...admiração...deve bastar até o fim dos meus dias...

Viajar é preciso....













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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O Desafio de Ler Dostoiévski

Crime e Castigo é uma obra de 1866. Representa o início da Era dos Romances nas obras de Dostoiévski, que teria continuidade com muitas outras grandes obras, como O Idiota de 1868 e os Irmãos Karamazov de 1880, entre outros.
Antes de publicar esta obra, o autor havia passado um bom tempo num campo de trabalhos forçados em Omsk, para onde foi enviado depois de preso e condenado por participar  de uma organização de socialistas utópicos.
Em relação a outros autores de sua época, seus personagens têm consciência da sua condição de humilhados e ofendidos, reagem a essa condição e procuram, desesperadamente e a qualquer custo, preservar sua dignidade. Além disto não são criaturas mudas, são críticos em relação ao mundo, aos seus ofensores e às ofensas que sofrem, falando com suas próprias vozes.
Apesar de socialista, uma pequena passagem pela Inglaterra e França após sair da prisão lhe dá uma visão da ascensão do capitalismo, colocando-o numa posição de antagonismo, principalmente quando se trata do distanciamento temporal que permite reflexões tácitas e críticas contra o sistema dominante.
Ele não se contenta em discutir negativamente sobre o capitalismo, resolve analisar apriori seus antecedentes subjetivos.

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